arte é e sempre deveria ter sido, brinquedo.
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Ferdinand Guillaume estrelou a primeira versão, no cinema, do Pinocchio, dirigido por Giulio Antamoro. O filme é de 1911 e a gente não precisa ser muito ingênuo pra acreditar que ele, Ferdinand, fez parte da carne moída de influências que deu em Chaplin e Keaton, pra ficar em exemplos que conhecemos.
Acabei de assistir o filme, de graça, no Odeon, com música ao vivo a cargo do clarinetista Gabriele Mirabassi. [a última vez que tinha visto cinema com música ao vivo, acho, foi no Municipal, Intolerância, D. W. Griffith, e eu ainda usava bermudas]
Bom pra chuchu. Engraçada; engenhosa película.
Pesquisando aqui e ali descubro que o ator da fita, Guillaume (acho que já disse isso), viveu noventa anos, até 1977. Já esquecido (é o que costuma acontecer), foi ‘homenageado’ por (olha só quem) Fellini, que o convidou para fazer participação em Noites de Cabíria (1957) e depois em La Dolce Vita (1960). Neste último Guillaume (que adotou e foi adotado pelo nome artístico Polidoro) faz o palhaço trompetista da cena que está neste video aí em cima. Desnecessário falar sobre. Permita apenas notar como Polidoro vai passeando pelas bolas, os chutes, ou quase chutes que distribui à medida que passa. Não vale dizer que Polidoro arrebenta. Mas arrebenta. A cena arrebenta. Fellini, ora ora, arrebenta. Uma das bolas arrebenta também.
Devo dizer que no Odeon, findo o filme, ainda teve Gabriele Mirabassi e Guinga. Clarinete & Violão :)
À República italiana agradecemos.
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Dia 23 à noite, todo mundo sabe, caiu um pé d’água daqueles no Rio. Com direito a grande show de raios. Contrariando todos os manuais de sobrevivência na selva carioca saí de casa mesmo assim. Destino: os cinemas arteplex de Botafogo. Chego sem sustos, mas me espanto com a fila. Encaro. Nada de ingresso para os filmes que estavam na minha lista. Sem problema. Vou fazer hora na livraria e depois vejo o que faço. Com os fones no ouvido (Noturno Copacabana, Guinga, um grude) folheava tranquilamente um desses bonitos livros de quadrinhos (não lembro mais qual) quando percebi uma movimentação estranha por perto. Já teve a sensação de estar numa cena de filme completamente, mas completamente improvável? Uma cena assim, de Charlie Kaufman, só pra ficar num exemplo em cartaz. Pois foi isso que eu senti ao olhar para o lado e ver que uma cachoeira, e isso não é exagero algum, caía das luminárias da livraria. Não é figurinha de linguagem, nada de cachoeira de luz, era água mesmo. E muita. A primeira reação foi tentar ajudar, ainda que timidamente, os funcionários que corriam como loucos para salvar os livros (se não me engano dia 23, além de ser dia de São Jorge é também dia do livro, não?). Salvei um livro grande de capa amarela. Logo depois me afastei para não aumentar a confusão. Hesitei em tirar o celular do bolso e filmar aquela cena sem adjetivos. Mas tirei. Tirei e filmei. E ninguém pareceu se importar com isso. Não percebi nenhum olhar dizendo “filho da puta oportunista, registrando a tragédia alheia”. É um risco que se corre. Fiz dois filmetes, um de 18 e outro de 37 segundos. O suficiente para provar, a mim mesmo, depois, que aquilo não havia sido um sonho da noite anterior. Aos poucos o fluxo da água que caía das luminárias diminuiu e os clientes e curiosos foram saindo. Fiquei quase por último e antes de sair me dirigi à funcionária que parecia ser a gerente. Expliquei que tinha gravado parte do sinistro e, caso eles tivessem interesse, poderia ceder o vídeo como prova ou coisa que o valha em alguma ação contra os responsáveis. Ela agradeceu, pegou meu telefone e disse que poderia ser útil sim. Explicou também que, pasmem!, não foi a primeira vez que aquilo aconteceu. E mais, pasmem ao cubo!, o motivo é que os administradores do prédio acima não limpam como deveriam limpar as calhas encarregadas de escoar a água da chuva. Tem outra coisa além de puta-que-os-pariu! pra dizer numa situação dessas? A causa da inundação consegue ser ainda mais inacreditável que a inundação em si. Falta de respeito em estado puro.
Nota inicial: só ao sair eu notei que, no fundo da livraria do Arteplex, braços cruzados, Zuenir Ventura conversava com alguém. Parecia triste.
Nota quase final: acabei deixando o arteplex e caminhando debaixo d’água até o Estação onde assisti Palavra Encantada (belo filme, aliás). No caminho havia muitas poças, uma luminária de poste no chão que, por sorte, aparentemente não acertou ninguém ao cair, além de galhos, folhas e ruas escuras. Voltei pra casa salvo, já são não sei.
Nota final: Hoje, dia 24, passei por lá. Dei uma olhadela de longe. A livraria estava funcionando e a aparência era de normalidade. Até a próxima chuva, pelo menos.
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Esse blog está à flor da pele hoje. Bastante sentimental. Eu diria piegas, que é uma palavra que todo mundo gosta de usar. É que hoje faz 20 anos que eu e Lu começamos a namorar. Isso mesmo, duas décadas de namoro, com um casamento no meio. A gente sempre deu mais importância ao 23 de abril que ao 28 de novembro.
E como pieguice de verdade tem que ter alguma poesia eu publico aqui embaixo poema que está na página 12 do meu livro. Foi feito pra ela, pra Luciana, pra Lu, a pequena, a constante, a infinitamente forte luz da minha vida.
No canto da sala
Uma Luzinha
brinca brida branca
brinda brinca pulos
brava breve brinca
quieta
Fotografei a Luzinha
Juntaram todas as cores
no Olhar / Pele / na Menina
Lhano do mundo
(em algumas palavras)
(agudas palavras)
Luzinha na boca
pra fotografar
obs 1 – O poema tinha que estar aqui. Ele pode não ter 20 anos, mas tem quase.
obs 2 – Para que não pairem dúvidas: a flor mais bonita está de óculos na foto :)
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Jorge Teillier é seu nome, chileno ele é.
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Eu já elogiei aqui o programa Sr. Brasil, de Rolando Boldrim, na TV Cultura. Hoje tenho bom motivo pra voltar ao tema. É que ontem (e eu deveria ter dito isso anteontem) o conterrâneo PC Castilho (do qual também já falei aqui e aqui) se apresentou no programa. Ele mostrou músicas do disco Vento Leste. Quem perdeu pode assistir a reprise do programa às 10h de domingo ou visitar o site do cantor e compositor http://www.pccastilho.com e ver parte da apresentação.
No video que foi pra rede PC canta Ciranda do Mundo (Edu Krieger) e Pra Você, Mãe (PC). No programa ainda teve Se Eu Ganhar Na Loteria (PC).
Os músicos que acompanham PC no programa são: Carlos Rabha (baixolão e vocal), Marcelo Caldi (sanfona e vocal), Marcílio Figueiró (violão de 12 cordas e vocal) e Nailson Simões (percussão).
Não deixe de ouvir atento o poema que Boldrin lê entre Ciranda do Mundo e Pra Você, Mãe.
Coisas boas.
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Responda rápido: qual peça teatral está em cartaz a mais tempo?
a) O Mistério de Irma Vap
b ) Por Falta de Roupa Nova Passei o Ferro na Velha
c ) Além da Vida
d ) A Paixão de Cristo
O gabarito será publicado um dia antes do Juízo Final.
Agora, sem bincadeira: é bonito, não é? O que estraga são as antenas e a estátua.
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e aí eu fico aqui pensando: quem estava neste carro vermelho que eu peguei pra brincar? Onde estará agora o carro vermelho que eu peguei pra brincar?
chatíssimo isso, hein…
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Bati esta foto de dentro do carro, em algum lugar na Dutra. Não, eu não estava dirigindo. Tudo nesse hotel me deu cupim na idéia. As cores, o evidente abanono conjugado com as janelas abertas dando sugestão de alguma vida, as cáries deixadas pelos aparelhos de ar condicionado ausentes, as pichações a orbitar cada janela como sistemas autônomos que parecem ter sido pensados em conjunto por um único pichador soberano. E por fim, o nome: hotel união. Bela obra em progresso; ou obra em decadência, como queiram.
Me inspira um conto esse hotel, essa foto. Um conto que, quando tiver coragem publico aqui.
Usei a foto pra decorar meu Twitter, esse inexpliável que agora habita também a barra lateral deste blog.
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Esta fica no canteiro ( sem plantas ) que divide a Av. Chile, bem pertinho do Largo da Carioca. Há algo que parece uma assinatura e que, pelo que entendi, é ‘ Petite Poupéc 7 ‘.
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Essa surgiu outro dia no muro do expresso que liga a estação Botafogo à Urca.
Mais uma sem assinatura.
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Agora falta pouco mesmo.
Ao que parece a banda vai manter o esquema dos shows do início da turnê. Primeira parte com 17 músicas direto, seguida por dois bis com cinco e três canções respectivamente. Total 25 músicas. Foi o que aconteceu no México, domingo e segunda agora. Em 2008 a maior parte dos shows obedeceu essa estrutura. Só houve mudança nos festivais, com shows mais curtos, sem último bis, só 22 músicas. E aí que mora a dúvida. A rigor os shows do Brasil fazem parte também de um festival… Vamos ver, vamos ver. E torcer pra ter o segundo bis.
Uma novidade no repertório que pode pintar por aqui é Creep, que eles não tinham tocado em nenhum show no ano passado. A música fechou a segunda-feira na Cidade do México.
Pra quem tá na expectativa, seguem abaixo as listas completas (*) das músicas tocadas neste começo de semana no Foro Sol. Certamente devem servir de base para os shows que veremos por aqui.
15/03/2009
01 – 15 Step
02 – Airbag
03 – There, There
04 – All I Need
05 – Nude
06 – Weird Fishes
07 – The Gloaming
08 – The National Anthem
09 – Faust Arp
10 – No Surprises
11 – Jigsaw Falling Into Place
12 – Lucky
13 – Reckoner
14 – Optimistic
15 – Idioteque
16 – Fake Plastic Trees
17 – Bodysnatchers
Primeiro Bis
18 – Videotape
19 – Paranoid Android
20 – House of Cards
21 – My Iron Lung
22 – Street Spirit (fade out)
Segundo Bis
23 – Pyramid Song
24 – Just
25 – The One I Love (REM)/Everything In Its Right Place
16/03/2009
01 – 15 Step
02 – There There
03 – The National Anthem
04 – All I Need
05 – Kid A
06 – Karma Police
07 – Nude
08 – Weird Fishes/Arpeggi
09 – The Gloaming
10 – Talk Show Host
11 – Videotape
12 – You and Whose Army?
13 – Jigsaw Falling Into Place
14 – Idioteque
15 – Climbing Up The Walls
16 – Exit Music (For a Film)
17 – Bodysnatchers
Primeiro Bis
18 – How to Disappear Completely
19 – Paranoid Android
20 – Dollars and Cents
21 – The Bends
22 – Everything In Its Right Place
Segundo Bis
23 – Like Spinning Plates
24 – Reckoner
25 – Creep
* As listas foram publicadas originalmente no At Ease. Aqui e aqui.
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Mais uma da série “ah, se tivesse talento pra pintura…”
Como tenho apenas um celular, fiz a foto. A porta é uma das que ficam na lateral do Theatro Municipal, de frente para a Rio Branco.
Repare só o contraste entre o lirismo dos braços e a crueza do pé que se vê.
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