Dia desses a gente reproduziu aqui a informação de que a tela Três Estudos Para Auto-Retrato de Francis Bacon seria leiloada na Christie’s de Nova Iorque no dia 13 de maio e que o valor esperado era algo entre 25 e 35 milhões de dólares. Os caras sabem do que falam. Hoje o site da casa informa que a venda bateu os 28,041 milhões de dólares. Nada mal realmente. Mas… pasmem (quem vai pasmar?), não foi a tela mais cara da noite. Nem a segunda, nem a terceira.
A pinturinha mais, digamos, valorosa, foi o quadro ali de cima, batizado apenas como nº 15. Autor: Mark Rothko. Preço: 54,441 milhões de dólares. Bom, o quadro atingiu esse valor porque… porque… bom, porque alguém pagou.
Ignorante, nunca tinha ouvido falar de Rothko até hoje. Aí a gente pesquisa, né? E descobre que o cara nasceu na Letônia, foi pros Estados Unidos com a família, mudou o nome (mais um!), é um sujeito respeitado e coisa e tal. Era chamado de expressionista abstrato e não gostava disso, o que, a princípio, depõe a seu favor. Descobre também que ele morreu em 1970 e que outro quadro seu já bateu os 50 e tantos milhões de dólares. Talvez isso justifique o preço de ontem. Talvez.
Enfim, mais um pintor de obras postumamente caras que a gente passa a conhecer.
Curiosidade: 1) juntos, os 57 lotes do leilão de ontem à noite entitulado Arte Contemporânea e do Pós-Guerra arrecadaram mais de 300 milhões de dólares; 2) abaixo as telas que ficaram com as medalhas de prata e de bronze no quesito bufunfa.

Benefits Supervisor Sleeping, Lucian Freud = 33,641 milhões de dólares

Double Marlon, Andy Wharol = 32,521 milhões de dólares
e as hipotecas que se hipotequem

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