Estrelamoto

super collider

13 13UTC Setembro 13UTC 2008 · Deixe um comentário

Na série de shows que começou dia 5 de maio, na Flórida, e termina dia 10 de outubro, em Tóquio, o Radiohead tocou apenas uma música nova. E nova aqui quer dizer que nunca antes havia sido gravada ou tocada ao vivo. O nome: Super Collider. Sim, é essa aí em cima, num dos melhores registros (de áudio, pelo menos) disponíveis na rede. Foi, possivelmente, gravada por alguém que assina BerlinIsNotChicago certamente no dia 7 de junho, na Irlanda.

 

Cometi a putaria de assistir a três shows desta série do Radiohead  em 2008. Nenhum deles na Irlanda. Já conhecia a música nova, de notícia e de youtube, quando cheguei para o primeiro dos três shows, dia 1º de julho, no Westerpark, em Amsterdam.

 

Estava acompanhado de três camaradas belgas, gente boa, que havia pré-conhecido no site da banda. Um deles, Stijn, menos de 20 anos, me perguntou o que eu achava de Super Collider. Como de hábito não pensei muito e respondi que só havia ouvido uma ou duas vezes, com má qualidade, no youtube, e que por isso não dava pra dizer nada ainda. Ele disse que também só conhecia a música dos videozinhos e que, pra ele, parecia mesmo estar muito crua, ainda em construção. Esperto o Stijn.

 

Pois bem, tudo isso para dizer que esta semana ao ler sobre o Grande Acelerador de Hardões (LHC, da sigla em inglês) não deu para não pensar no Thom Yorke sentado ao piano dizendo “superrrr colliderrrr”…

 

Tudo bem, existe uma linguagem para um programa de manipulação de som (ou algo que o valha) que se chama Super Collider também. Além disso o programa parece (eu disse parece…) ter luzes verdes e amarelas, como aparentemente se ouve na letra da música. Pode ter sido este o mote para a música? Pode, mas…. mas é muito difícil imaginar que Thom Yorke não soubesse que o LHC, que em última análise pode ser chamado de um super-fazedor-de-colisões, seria ligado agora, em setembro. A associação de idéias é absolutamente imediata.

 

Radiohead não é tão bom à toa. Percebe-se alguma substância, não é? 

 

Nos outros dois shows que vi, em Werchter e Wuhlheide, eles não tocaram Super Collider.

 

Frase de Stijn ao sair do show (Super Collider foi a 23ª das 25 músicas tocadas naquele dia, abriu o segundo bis) : “É, parece que ele está só testando nos shows mesmo. A música não está pronta e ele ainda não sabe direito onde vai dar”

 

Pois então, Stijn. Podemos dizer o mesmo dos cientistas envolvidos com o projeto LHC.

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