
No vestiário do Boca há 7 imagens de santos e santas, cujos nomes eu não sei.
É santo pra dedéu.

No vestiário do Boca há 7 imagens de santos e santas, cujos nomes eu não sei.
É santo pra dedéu.
→ Deixe um ComentárioCategorias: textos

A gente sempre encontra um ou outro Brasil por aí. Este saci fica na esquina de Russel com Thames, Palermo Soho. Visita obrigatória (hummm, amigo, sempre, ou quase sempre, desconfie desse tipo de frase… ).
→ Deixe um ComentárioCategorias: textos

Logo no café da manhã folheava o caderno de entretenimento do La Nacion quando vi a chamada, destacada, para um show de Hermeto Pascoal e Aline Morena em Punta del Este, a mais ou menos uma hora e meia ou mais de barco de Buenos Aires, no domingo (4) às 22h30. Cheguei a pensar em ir, mas desisti. Pelo horário demandaria ver onde ficar e a cidade uruguaia fica cheia (de argentinos inclusive) nesta época. Deixa pra lá… seria bom se ele aproveitasse para dar um pulinho em BuA para um show também, pensei. Mais adiante, numa esquina da rua Gorrit, indo de Palermo Hollywood para Palermo Soho, deparei com esse sensacional cartaz na parede. Era velho, chamava para um show em 30 de novembro. Uma pena. Ele tocou aqui e nem faz tanto tempo assim. As chances de outro show agora diminuiram sensivelmente. Mas vou ficar de olho.
O dia teve muitas imagens (239, pra ser mais exato. Pois é, a gente exagera com essa coisa de foto digital…). Mas essa ganhou o saboroso e incrível título de Imagem do Dia de Hoje Até Amanhã.
→ Deixe um ComentárioCategorias: textos

Eu até sabia que um Paris-Dakar deste ano seria realizado na Argentina e no Chile. O que eu não sabia é que não era um, mas o Paris-Dakar (que de um tempo pra cá é tratado pelos organizadores apenas como Dakar + o ano de realização, tipo Dakar 2009). Não é muito fácil entender (e explicar) os motivos que levam um rali cujo ponto alto será a travessia do Atacama e não do Saara a manter o nome original. Pra certas coisas só o mercado é oráculo. Pra mim isso é globalização a dar com pau. A marca é forte? Então usa, vai funcionar.
E funcionou. Argentinos em pencas lotaram as ruas para ver as máquinas. Saca só, na foto, esses dois acima dos tapumes lá atrás. Nove entre oito canais de Tv transmitiram a parada de abertura do Dakar-Buenos-Paris-Aires-Chile 2009. Como era uma largada simbólica acabou sendo uma parada de carrões velozes mesmo. Estava nas tvs ligadas de todos os quioskos, cafés e similares. Tinha um programa de debate político do tipo “me gusta a Kirchner, no me gusta a Kirchner” que era interrompido a cada três minutos e meio para passar um flash dos bólidos nas ruas…
O resultado de tanta empolgação foi um engarrafamento do cacete. Pelo menos nas cercanias de La Rural, onde a largada de verdade acontece amanhã e para onde todos os 530-e-tantos carros e motos e quadriclicos e caminhões convergiram. Aí já viu né? Esquema especial de trânsito com vias e mais vias fechadas. A tradução a gente conhece bem: engarrafamento.
O lugar (La Rural) é perto, perto não, ao lado, de onde estamos (chegamos 15 minutos depois do combinado para pegar as chaves do apartamento, mas a proprietária entendeu… são 23h38 e ainda dá pra escutar uma ou outra buzina lá fora…).
Os argentinos estão orgulhosos e curiosos. Afinal, essa é a trigéssima edição do rali, e é aqui. O que li no Clarin é que havia ameaça de ataque terrorista na Mauritânia, então trocaram Dakar por Buenos Aires. Sei lá. Amanhã vou tentar ver qual é dá largada em si.
Serviço: www.dakar.com
Mapa do rally.

→ Deixe um ComentárioCategorias: textos
Hoje acaba, oficialmente, o trema. A reforma-unificação ortográfica dá outras providências, mas a morte do trema parece ter sido a mais comentada. Veríssimo escreveu sobre isso no Globo. Disse que nunca ligou pro trema. Beleza. Eu aqui sempre fiz questão de pingar os dois pontos em cima dos us. Acho bonito. Só por isso. Tanto que há uns tempos escrevi o poeminha aí debaixo. Ele virou música também, pelas mãos e pelo talento do Kakao. Aí vai.
Ü
O céu tremeu
Tremeu foi de vergonha
Quando a terra deu de ombros
Desde aquele dia choveu
Estrelas dias a fio
O céu tremeu foi de frio
O céu tremeu
Foi no choque dos mundos
Acima do u
Que formam o trema.
* A ignorância, como diz um amigo, é plena. Descobri agora que o trema, assim como seus parentes próximos o cricunflexo, o grave, o til e até um tal de caron, são todos diacríticos. Não resisti ao trocadilho e tasquei no título.
→ Deixe um ComentárioCategorias: textos
Este estrelamoto aqui está no rol de blogs da semana do prestigiado Pensar Enlouquece, do Alexandre Inagaki. Visitem. Só vi hoje isso. Presente de fim de ano pro blog.
→ Deixe um ComentárioCategorias: textos

Em determinado momento do filme O Poderoso Chefão 3, Michael Corleone (Al Pacino) procura o Cardeal Lamberto (o calabrês Raf Vallone, caracterizado aí na foto) para falar sobre as tretas que anda tendo com o Vaticano. Conversa vai, conversa vem, o cardeal faz um pequeno e sábio sermão que antecede uma crise de hipoglicemia de Michael. É assim:
(Lamberto se aproxima de uma pequena fonte no pátio e pega uma pedra que está dentro da água. Com ela na mão, fala para Michael)
- Olhe para esta pedra. Ela está dentro d’água há muito tempo, mas a água não conseguiu penetrá-la. Olhe isso… (quebra a pedra no beiral da fonte) está completamente seca por dentro. A mesma coisa aconteceu com os europeus. Por séculos eles estão mergulhados no Cristianismo, mas Cristo não conseguiu tocá-los de verdade. Cristo não vive neles.
Traduzi com a liberdade dos ignorantes. Mas quem quiser conferir o texto original é só visitar esta página aqui.
O Cardeal tá certo, não é à toa que virou papa no filme. E o texto vale (ora, se vale) também para nós aqui abaixo da Linha do Equador.
Basta andar nas ruas, nesta época de natal pra comprovar a tese da pedra.
→ Deixe um ComentárioCategorias: textos

→ Deixe um ComentárioCategorias: textos

→ Deixe um ComentárioCategorias: textos

“Jeff Beck isn’t your typical guitar legend. His goal, in fact, is to make you forget that he plays guitar.”
É assim que começa a aba biography do site dele.
Eu tive um cachorro chamado Jeff Beck. Na verdade meus irmãos podem, e devem, contestar isso. Certamente não era meu. Também não tenho certeza se fui eu quem batizei o danado, nem mesmo se o nome incluía sobrenome Beck. Chamávamos Jeff. E ele vinha.
Juntei na minha cabeça que era Jeff Beck. E assim ficou.
Demos o Jeff pra uma família de menos posses (fiquei tentado a escrever de menas posses porque sei lá) e mais afeto.
O bom disso é que não vimos Jeff morrer.
→ Deixe um ComentárioCategorias: textos

- Não dá pra dizer que Muntader al-Zaidi quis matar Bush. A rigor não dá nem pra dizer que foi lesão corporal, dolosa ou culposa como quer o nosso código. Talvez tentativa de. Só isso. No fim, temos que admitir, o caubói foi mais rápido.
- Se al-Zaidi, e isso não é brincadeira, for mais ou menos articulado, pode vir a ser presidente do Iraque (se o Iraque, como tal, existir daqui a uns 6 ou 7 anos).
- Teve gente na Cidade de Sadr e em muitos outros cantões, que comemorou. Mas no Curdistão houve quem dissesse que a atidude de al-Zaidi só incita o terrorismo e que ele, como jornalista, teria feito melhor se perguntasse algo realmente embaraçoso ao ex-presidente-de-fato. É um ponto de vista. Mas eu duvido. A pergunta (e a resposta), por mais espetaculares que fossem, não teriam 1/20 (bem menos) do impacto que tiveram aqueles dois sapatos erráticos zunindo no ar de Bagdá. Falou alto e sem cortes. Falou tá falado.
- Já-já surgirão versões de que Al-Zaidi é isso, aquilo e aquilo-outro. Vão dizer que espancava a avó de 98 anos e comia a mãe nos verões que a família passava em Tikrit. Ah, ele também deve ter treinado técnicas de arremesso de sapatos-bomba em algum campo obscuro do Paquistão profundo.
- Fiquei pasmo de não terem atirado em Al-Zaidi ali, logo depois do primeiro sapato voar razante. Seria justificável. Seria o esperado. Se a segurança fosse realmente eficaz como se faz supor. Ninguém questionaria. Ora bolas, o cara atacou o presidente da nação mais poderosa do mundo e ninguém (ninguém mesmo) poderia prever o que aconteceria ali. Seria fácil justificar a atitude de um segurança que o tivesse abatido ali, na hora. Não fizeram. Ele foi preso. Então agora precisa aparecer, ser julgado, condenado ou absolvido, cumprir ou não sua pena e ser posto em liberdade. Só isso. Quero ver.
- Botada, não confundir com (não trazuzir nunca por) boutade.
- Alguém viu o Fidel?
→ Deixe um ComentárioCategorias: textos
Freqüento a Flip desde o primeiro número. Em 2003, pouca estrutura ainda, mas com Hobsbawm e mais no palco. Este ano que agora termina não fui por razões de ausência.
No dia 8 de julho de 2004, uma quinta, mais ou menos às 11h30, estava sentado na tenda dos autores (como chamam o lugar) para ver Francisco Alvim, Arnaldo Antunes e Antônio Cícero. Ao evento deram o nome: “A lírica exata: três vozes”.
A memória reduziu quase tudo a bafo.
Lembro apenas de Francisco Alvim dizendo um de seus poemas.
Luta Literária
Eu é que presto
(nota didática: Luta literária é o título e Eu é que presto é o poema)
(está na página 234 de POEMAS [1968-2000] 7Letras + Cosacnaify)
Aquilo dito assim, no calor daquela fogueira morna e dissimulada que é o universo suado dos escritores e escritoras, soou magnifífico. Nunca mais esqueci.
Até aquele dia eu não conhecia a poesia de Francisco Alvim. Tive um professor, aliás um ótimo professor, chamado Francisco (Cesário) Alvim que morreu cedo demais.
Mais um pouco de Francisco Alvim pra fechar o dia:
Discordância
Dizem que quem cala consente
eu por mim
quando calo dissinto
quando falo
minto
(página 191 do mesmo livro)
→ Deixe um ComentárioCategorias: textos

fotografia sony h9 etc etc etc / urca 2008 dia de sol e de sobra
se visse deus na esquina eu diria assim:
- cara, sou capaz de vender a alma ao diabo pra aprender a pintar.
→ Deixe um ComentárioCategorias: textos

de coração
(chaveiro de alumínio com coração pintado de vermelho, castiçal estiloso de material que imita o vidro com coração pintado de vermelho. Ao fundo paisagem doméstica de Angra dos Reis. – Fotografia (sony h9)
*nov/2008*
+
3 poesias instantâneas pra me arrepender amanhã:
19º andar
se me largar
eu caio
condição
ou afaga minha mágoa
ou afogo sua amiga
minha musa
de onde
venho de onde o vinho veio
de onde vinha a vinha
de onde vim sei lá
→ Deixe um ComentárioCategorias: textos

O fato mais relevante da semana (que me perdoem wall street, a honda e até os cristãos ortodoxos russos) foi o início da venda de ingressos para os shows do Radiohead no Brasil. Acompanhei alguns blogs e listas de discussão sobre o assunto e deu gosto de ver o frenesi da galera. Parece que os ingressos não se esgotaram em poucas horas como temíamos, mas eu não deixaria para comprar em janeiro de jeito nenhum.
Este ano vi três shows dos caras na temporada do verão europeu. Só acreditei quando cheguei em Amsterdam para o primeiro show. A foto aí em cima mostra eu mesmo por mim, metidão, momentos depois de Bat For Lashes fazer a abertura da ‘noite’ no Westerpark.
Foi tudo do caralho. Havia área vip, como vocês podem ver pelo cercadinho ali atrás. Mas ela não era reservada a endinheirados, celebridades e outros bicões. Nada disso. Ficava na área vip quem, como eu e meus recém-feitos amigos belgas, chegasse cedo. É justo, não é? Era só entrar e pronto. Depois ganhavasse uma pulserinha com a inscrição ‘circle’. Fiz questão de fotografar… Na hora em que você queria sair para tomar uma cervejinha (3 euros!) ou ir ao banheiro era só mostrar a pulseira e tudo bem. Trânsito livre e civilizado. E não houve, em momento algum, correria ou atropelo para chegar logo ao ‘circle’ e garantir o passaporte da alegria. Isso realmente me surpreendeu. Nos shows da Bélgica e da Alemanha não havia isso não.
Os três shows foram phodas. Mas fiquei com ótima lembrança do show de Berlim. Isso porque eles tocaram No Surprises, o que não aconteceu nas outras apresentações.
Espero que aqui a organização seja boa. Acredito que será. Estou bastante animado pro show na Apoteose principalmente porque os amigos vão estar por perto. Kakao, Renato e Gabu já confirmaram presença.
Até 20 de março!
→ Deixe um ComentárioCategorias: textos