ê vaca estrela, ô boi fubá

Ficar doente é uma chatice. Acho que todos concordamos com isso. Corpo e cabeça doendo, falta de vontade pra tudo… um aborrecimento. Quando peguei estrada com Octávio depois do show e do pós-show do PC em Copacabana e na São Salvador, respectivamente, achei que o mal-estar era apenas ressaca. Era mais. Veio uma febrinha de leve e uma leve indisposição intestinal. Com esforço, ainda deu pra ver a Bibi Ferreira de noite, abrindo a Fita. E foi só. 

 

No domingo nem TV deu pra ver. Foi um dia inflamado. O que era leve ficou pesado e doeu tudo. Na segunda pelo menos me dignei a comer alguma coisa. E hoje, só hoje, esta terça-feira de chuva e frio, me sinto melhor. Já trabalhei até.

 

Resultado é que entre a segunda e hoje vi mais TV que o necessário e o possível. Acompanhei duas reprises inteiras de jogos de futebol, assisti Roda Viva, testemunhei o Oakland Raiders perder feio para o Denver Broncos,  vi e revi reportagens sobre o nosso querido Large Hadron Collider (aliás, se o mundo não acabar, voltaremos a esse assunto fascinante e incompreensível em breve). Por fim, acabei vendo o Sr. Brasil.

 

Achei um achado o programa! Não sabia, ou sabia e não lembrava, que o Rolando Boldrin estava no ar ainda, e com um programa bem semelhante àquele que assisti muito em muitas manhãs de domingo (acho que eram manhãs de domingo…).  Causos, poemas e maravilhosas canções. Canções que quase sempre reúnem poesia, sabedoria, requinte e apelo popular. Assim, tudo junto. A câmera na platéia mostra gente muito simples cantando baixinho, acompanhando com os olhos e as almas atentas.  E (espanto dos espantos!) não há, não se vê, sombra da vulgaridade sem disfarces dos auditórios de ibope mais encorpado. Muito bom de ver. Emocionei mesmo.

 

Na hora em que sintonizei o programa, o apresentador cantava, acompanhado por dois violões e pelas vozesinhas da platéia, uma música triste cujo refrão era “ê ê ê ê Vaca Estrela,  ô ô ô ô Boi Fubá”. Tentei achar a letra por aí e achei não. Achei foi um vídeo, esse aí embaixo, em que o Renato Teixeira e o filho dele, Chico, cantam o antigo tema do Som Brasil, o tal programa das  tais manhãs que, suponho, eram de domingo. O som tá meio tosco, mas é pai e filho. Tá valendo.

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